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Quais são os benefícios e os efeitos indesejáveis das diferentes formas de opções de suporte respiratório nasal em bebés prematuros quando utilizadas pouco depois do nascimento?

Mensagens-chave

  • Descobrimos que, embora alguns métodos possam ser melhores do que outros na prevenção do insucesso do tratamento e da necessidade de reinserir um tubo de respiração na traqueia, a evidência é muito incerta.

  • É necessária mais investigação que incorpore diretrizes rigorosas nos desenhos dos estudos, comparando também os diferentes métodos utilizando as mesmas pressões e incluindo mais bebés extremamente prematuros nascidos antes das 28 semanas de gravidez.

O que é o suporte respiratório não invasivo?

Os bebés prematuros necessitam frequentemente de ajuda para respirar, uma vez que os seus pulmões não estão completamente desenvolvidos. O suporte respiratório nasal (através do nariz) ajuda os bebés prematuros a respirar sem a necessidade de tubos de respiração na traqueia. Inclui vários métodos que administram ar ou oxigénio através do nariz ou da boca para manter os pulmões abertos e apoiar a respiração.

O que pretendíamos descobrir?

Comparámos sete métodos diferentes de apoio à respiração nasal para ver quais os que melhor evitavam o insucesso do tratamento (quando a respiração do bebé piora e é necessária ajuda adicional, como mais oxigénio ou um tubo de respiração), a necessidade de entubação (colocação de um tubo de respiração) e reduziam a gravidade dos problemas pulmonares de longa duração em bebés prematuros.

O que fizemos?

Revisámos estudos que compararam diferentes combinações de caudais, pressões e tempos utilizados para apoiar a respiração de bebés prematuros.

O que encontrámos?

Encontrámos 61 estudos (7554 bebés prematuros).

A ventilação nasal com pressão positiva intermitente (que utiliza dois níveis de pressão com pequenas rajadas de ar) ou a ventilação oscilatória não invasiva de alta frequência (que fornece pequenas respirações rápidas) podem diminuir o risco de insucesso do tratamento em comparação com a pressão nasal positiva contínua nas vias respiratórias (um fluxo constante de ar) ou a cânula nasal de alto fluxo (ar administrado através de pequenos tubos nasais a taxas de fluxo mais elevadas). Além disso, a ventilação nasal com pressão positiva intermitente ou a ventilação oscilatória não invasiva de alta frequência podem evitar a necessidade de um tubo de respiração, em comparação com a pressão positiva contínua nas vias respiratórias ou a cânula nasal de alto fluxo. Não se registou qualquer diferença no risco de desenvolver problemas pulmonares moderados a graves de longa duração.

Estes resultados foram semelhantes nos bebés nascidos com ou após as 28 semanas de gravidez, mas não se verificaram diferenças nos bebés nascidos antes das 28 semanas de gravidez, embora os dados relativos a este grupo de bebés fossem escassos.

Quais são as limitações da evidência?

A evidência é limitada para os bebés extremamente prematuros nascidos antes das 28 semanas de gravidez. Os estudos também variaram na forma como compararam os diferentes métodos, especialmente no que respeita aos níveis de pressão nas vias respiratórias. Este facto pode ter afetado os resultados. Por último, temos pouca ou nenhuma confiança nos resultados devido a uma série de problemas com a forma como os estudos foram efetuados.

Quão atualizada se encontra a evidência?

A evidência encontra-se atualizada até janeiro de 2024.

Notas de tradução

Tradução e revisão final por: Ricardo Manuel Delgado, Knowledge Translation Team, Cochrane Portugal.

Esta revisão Cochrane foi originalmente criada em inglês. A fidelidade da tradução é da responsabilidade da equipa de tradução que a produz. A tradução é produzida com cuidado e segue processos padronizados para assegurar o controlo de qualidade. Todavia, no caso de divergências, traduções imprecisas ou inapropriadas, prevalece o original em Inglês.

Citation
Mukerji A, Shah PS, Kadam M, Borhan S, Razak A. Non-invasive respiratory support in preterm infants as primary mode: a network meta-analysis. Cochrane Database of Systematic Reviews 2025, Issue 7. Art. No.: CD014895. DOI: 10.1002/14651858.CD014895.pub2.

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