Mensagens-chave
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Não temos certeza sobre os efeitos de embalar bebês prematuros para estimular o ouvido interno e o cérebro (estimulação vestibular) sobre a morte em comparação com a ausência de estimulação; pode haver pouca ou nenhuma diferença no ganho de peso.
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Identificamos um número insuficiente de estudos para relatar os efeitos da estimulação vestibular no desenvolvimento físico ou mental, como dificuldades de aprendizagem, paralisia cerebral ou cegueira. Nenhum estudo comparou um tipo de estimulação vestibular com outro, portanto não está claro quais tipos de estimulação vestibular são mais efetivos.
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Estudos futuros devem ser maiores, usar métodos mais robustos e definir e relatar suas pesquisas com mais clareza.
O que é o sistema vestibular?
O sistema vestibular é um sistema sensorial localizado no ouvido interno e no cérebro. Controla o equilíbrio e a coordenação física. Nos ajuda a manter a postura quando estamos em pé, sentados ou caminhando; ajuda nosso cérebro a processar o que vemos e ouvimos. É fundamental para nos orientarmos no dia a dia. Assim como outros órgãos e sistemas sensoriais, o sistema vestibular se desenvolve enquanto ainda estamos no útero.
O que é estimulação vestibular?
A estimulação vestibular envolve movimentos corporais como balançar, oscilar, rolar, girar e saltar. No útero, os bebês recebem esse tipo de estímulo através dos movimentos da mãe. Após o nascimento, os bebês recebem esse tipo de estímulo quando são segurados e alimentados, lavados e trocados, quando brincam com eles e quando são virados de bruços ou de lado. Bebês prematuros, nascidos antes dos nove meses de gestação, podem não receber tanta estimulação desse tipo quanto bebês nascidos aos nove meses, pois podem ser muito pequenos e frágeis ou estar doentes e em uma incubadora. Isso pode afetar seu desenvolvimento físico e mental. Por exemplo, podem desenvolver problemas respiratórios, não ganhar peso ou serem surdos ou cegos.
O que queríamos saber?
Queríamos descobrir se a estimulação do sistema vestibular de bebês prematuros hospitalizados, por meio de movimentos suaves de balanço, reposicionamento, uso de uma rede, deitá-los em em uma cama de água ou em um colchão de ar, poderia ser benéfica e segura para o seu bem-estar a curto e longo prazo. Especificamente, queríamos descobrir se a estimulação vestibular poderia:
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Diminuir o número de bebês que desenvolvem atrasos físicos ou mentais entre 18 e 24 meses de idade;
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Aumentar o ganho de peso dos bebês;
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Reduzir a morte de bebês durante a hospitalização após o nascimento.
O que nós fizemos?
Buscamos estudos realizados em unidades de terapia intensiva neonatal que comparassem:
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Qualquer tipo de estimulação vestibular em comparação com nenhuma estimulação vestibular;
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Um tipo de estimulação vestibular com outro. Por exemplo, balançar numa rede em comparação com balançar numa cama de água.
Comparamos e resumimos os resultados dos estudos e avaliamos nossa confiança nas evidências com base em fatores como o tamanho do estudo (número de bebês) e os métodos utilizados.
O que nós encontramos?
Encontramos 4 estudos com 196 bebês prematuros. Três estudos foram realizados nos EUA e um no Canadá. Em todos os estudos, a estimulação vestibular foi realizada por profissionais de saúde. Os estudos investigaram diferentes tipos de estimulação vestibular.
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Um estudo avaliou a estimulação vestibular com um colchão de ar que balançava para frente e para trás em um ritmo regular.
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Um estudo avaliou a estimulação vestibular com uma cama de água que balançava para frente e para trás em um ritmo regular.
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Um estudo avaliou o movimento de balanço.
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Um estudo avaliou a estimulação com uma cadeira de balanço (VestibuGlide).
Nenhum estudo forneceu evidências sobre deficiências como paralisia cerebral, atraso no desenvolvimento físico ou mental, cegueira ou surdez. Não encontramos nenhum estudo que comparasse diretamente diferentes tipos de estimulação vestibular.
Principais resultados
Estimulação vestibular comparada a nenhuma intervenção.
É muito incerto se a estimulação vestibular, em comparação com a ausência de estimulação, tem algum efeito sobre a morte (1 estudo, 122 bebês).
Três estudos (169 bebês) investigaram o ganho de peso, mas todos o definiram de maneira diferente e o mediram em períodos distintos, portanto não foi possível combinar seus resultados. Não sabemos se a estimulação vestibular faz alguma diferença no ganho de peso em comparação com a ausência de estimulação.
Quais são as limitações das evidências?
Temos pouca confiança nesses resultados, pois os poucos estudos que encontramos não foram bem elaborados e incluíram poucos bebês. Diversos estudos não relataram os desfechos ou não apresentaram os dados que nos interessavam.
Até quando as evidências incluídas estão atualizadas?
As evidências estão atualizadas até 26 de outubro de 2025.
Ler o resumo científico
Objetivos
Avaliar os benefícios e os malefícios da estimulação vestibular na redução da morbidade e na promoção do desenvolvimento em bebês prematuros hospitalizados.
Métodos de busca
Realizamos buscas em outubro de 2025 utilizando as seguintes bases de dados: CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL, Emcare, Epistemonikos, Directory of Open Access Journals (DOAJ) e três registros de ensaios clínicos. Realizamos buscas manuais em resumos de conferências, verificamos as referências de revisões sistemáticas e estudos incluídos, e buscamos erratas ou retratações relacionadas aos estudos incluídos.
Conclusão dos autores
As evidências são muito incertas sobre o efeito da estimulação vestibular nos óbitos, comparada a nenhuma intervenção. As evidências sugerem que qualquer estimulação vestibular pode resultar em pouca ou nenhuma diferença no ganho de peso. Nenhum estudo relatou deficiência grave do neurodesenvolvimento, um desfecho crítico nesta revisão.
Estudos futuros sobre estimulação vestibular em bebês prematuros devem utilizar delineamentos controlados randomizados de grupos paralelos com poder estatístico adequado, desfechos claramente definidos e relatos transparentes das intervenções.
Financiamento
Uma das autoras da revisão, ML, recebeu bolsas para realizar esta revisão da Childhood Foundation of the Swedish Order of Freemasons e da Sällskapet Barnavård, Departamento de Saúde da Mulher e da Criança, Instituto Karolinska.
Registro do protocolo
Protocolo disponível através do DOI10.1002/14651858.CD016072
Tradução do Cochrane Brazil (Tamara Silva de Sousa). Contato: tradutores.cochrane.br@gmail.com
Esta revisão Cochrane foi originalmente criada em inglês. A responsabilidade pela precisão da tradução é da equipe de tradução que a produziu. A tradução de revisões é realizada com cuidado e segue processos padronizados para garantir o controle de qualidade. No entanto, em caso de divergências, traduções imprecisas ou inadequadas, prevalece a versão original em inglês.




