Restrição de meios para a prevenção dos suicídios nas estradas.

Porque é que esta revisão é importante?

Suicídios em estradas e relacionados com o trânsito de veículos motorizados são difíceis de distinguir da mortalidade associada a acidentes de viação e, por esse motivo, não existem registos oficiais para este método de suicídio. Limitar o acesso aos métodos letais usados para o suicídio (chamados de restrição de meios) é uma importante estratégia universal ou populacional para prevenir o suicídio. Apesar de existir evidência de que a restrição de meios constitui uma abordagem eficaz para a prevenção de suicídios, a evidência para prevenir suicídios nas estradas não está bem estabelecida. Assim, esta revisão encontra-se direcionada para explorar o impacto que a restrição de acesso teria no suicídio nas estradas.

Pesquisa de evidência

Foram pesquisadas várias bases de dados médicas para encontrar estudos que avaliassem o impacto de restringir o acesso a meios de suicídio nas estradas. Pesquisámos as bases de dados até março de 2020. Também procurámos registos de ensaios internacionais por estudos não publicados e em desenvolvimento. Os nosso principais outcomes de interesse foram suicídio e tentativas de suicídio ou auto-lesão.

Resultados principais

Não encontrámos estudos elegíveis para inclusão na revisão. Assim, não podemos estabelecer conclusões relativamente à eficácia da restrição de meios para prevenção de suicídios nas estradas. Determinar a intenção suicidária é um problema principal nas fatalidades em acidentes de viação e, portanto, seriam necessários critérios objetivos para categorizar, estudar e compreender este método de suicídio de forma mais precisa. É necessário um aumento da perceção e sensibilização para os suicídios na estrada em atividades de prevenção de suicídio, bem como a sua inclusão em futuras políticas governamentais de prevenção de suicídio. Urge a realização de estudos robustos para investigar a eficácia de intervenções para prevenir o suicídio na estrada.

Notas de tradução: 

Traduzido por: Rui Ferreira Carvalho e Ricardo-Manuel Delgado, Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental da Criança e do Adolescente, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, com o apoio da Cochrane Portugal.

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