Terapia familiar para depressão

Esta revisão considerou se a terapia familiar é uma intervenção efetiva no tratamento de pessoas de qualquer idade com depressão. A terapia familiar para depressão é amplamente usada, especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. O pequeno número de ensaios clínicos randomizados incluídos nessa revisão foram muito heterogêneos, e por isso difíceis de sintetizar. A terapia familiar parece mais efetiva do que nenhum tratamento ou alocação em lista de espera, mas parece ainda incerto o quanto efetivo essa intervenção é em comparação com outras intervenções. Ensaios clínicos randomizados adicionais são necessários.

Conclusão dos autores: 

A base de evidniencia atual é muito heterogênea e esparsa para desenhar conclusões da efetividade geral da terapia familiar no tratamento da depressão. Neste ponto, uso de intervenções psicossociais para o tratamento de depressão para os quais já existe um tratamento com evidenência é preferível a terapia familiar. Maiores ensaios de alta qualidade examinando e comparando a efetividade das formas de terapia familiar são requeridos.

Leia o resumo na íntegra...
Contexto: 

Pessoas com depressão muitas vezes experimentam problemas interpessoais. A terapia familiar para depressão é uma intervenção amplamente usada mas não está claro se essa é um terapia efetiva para o tratamento de depressão.

Objetivos: 

Verificar a eficácia da terapia familiar para depressão.

Estratégia de busca: 

As seguintes bases de dados foram pesquisadas usando um estratégia de pesquisa especifica: CCDANCTR-Studies e CCDANCTR-References pesquisados em 21/10/2005, The Cochrane Central Register of Controlled Trials, Medline (1966 até Janeiro de 2005), EMBASE ( 1980 até Janeiro de 2005), Psycinfo (1974 até Janeiro de 2005). Lista de referências dos artigos também foram pesquisadas. Busca manual de jornais de relevância e bibliografias foram conduzidas e os primeiros autores dos estudos incluídos e especialista no campo foram contactados para mais informações.

Critérios de seleção: 

Estudos incluídos foram controlados e randomizados e ensaios clínicos comparando a terapia familiar sem intervenção ou uma intervenção alternativa na qual a sintomatologia depressiva foi o desfecho primário.

Coleta dos dados e análises: 

A qualidade metodológica foi avaliada independente por dois revisores usando a Lista de Critérios Maastricht-Amsterdam. As características quantitativas e qualitativas dos ensaios selecionados foram extraídas independentemente por três revisores usando um modelo de extração de dados padronizado. Os níveis de evidência foram usados para determinar a força da evidência disponível. Não foi possível elaborar uma meta-analise por causa da heterogeneidade dos estudos selecionados.

Resultados principais: 

Três estudos de alta qualidade e três estudos de baixa qualidade envolvendo 519 pessoas com depressão, foram identificados. Os estudos eram muito heterogêneos em termos de intervenções, participantes, e instrumentos de medida. Apesar da boa qualidade metodológica e achados positivos de alguns estudos, evidências para a efetividade da terapia familiar para depressão não foi superior a nível 3 (evidências limitadas ou conflitantes), exceto por moderada evidência (nível 2), baseado em achados não combinados de três estudos, indicando que a terapia familiar é mais efetiva do que nenhum tratamento ou lista de espera, e no aumento do funcionamento familiar.

Notas de tradução: 

Traduzido por Márcio Martins Marcolino, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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