Terapia Ocupacional para pacientes com problemas nas atividades de vida diária após Acidente Vascular Cerebral

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A terapia ocupacional tem como objetivo auxiliar as pessoas a atingir o seu nível máximo de função e independência em todos os aspectos da vida diária. Revisando nove estudos com 1.258 participantes, pessoas que tiveram um AVC são mais independentes em atividades pessoais da vida diária (alimentação, vestir-se, tomar banho, ir ao banheiro e se locomover) e mais propensas a manter essas habilidades se receberem tratamento de um terapeuta ocupacional. No entanto, ainda é preciso compreender a melhor forma de fornecer a terapia ocupacional (por exemplo, o que deve ser fornecido, quando deve ser fornecido, com que freqüência e por quanto tempo) para que se possa planejar a melhor maneira de utilizá-la em cuidados sociais e de saúde.

Conclusão dos autores: 

Pacientes que recebem intervenção de terapia ocupacional são menos propensos a deteriorar-se e são mais propensos a ser independente na sua capacidade de realizar atividades pessoais de vida diária. No entanto, a natureza exata da intervenção da terapia ocupacional para adquirir o máximo benefício precisa ser definida.

Leia o resumo na íntegra...
Contexto: 

A terapia ocupacional tem como objetivo auxiliar as pessoas a atingir o seu nível máximo de função e independência em todos os aspectos da vida diária.

Objetivos: 

Determinar se a terapia ocupacional voltada especificamente para atividades pessoais de vida diária melhora a recuperação de pacientes após Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Estratégia de busca: 

Foi realizada uma busca no the Cochrane Stroke Group Trials Register (última pesquisa em Janeiro de 2006). Além disso, foi realizado busca na the Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL)(The Cochrane Library fascículo 1, 2006), MEDLINE (1966 à Março de 2006), EMBASE (1980 à Março de 2006), CINAHL (1983 à Março de 2006), PsycLIT (1974 a Março de 2006), AMED (1985 a Março de 2006), Wilson Social Sciences Abstracts (1984 à Março de 2006) e, nas seguintes bases de dados da internet: Science Citation Index (1945 à Março de 2006), Social Science Citation Index (1956 à Março de 2006) e Arts and Humanities Citation Index (1975 à Março de 2006). Na tentativa de identificar mais ensaios clínicos publicados, não publicados e em andamento, foi realizada uma busca na The Occupational Therapy Research Index and Dissertation Abstracts register, além de seleção de listas de referências, contato com autores e pesquisadores e busca manual de jornais relevantes.

Critérios de seleção: 

Foram identificados ensaios clínicos randomizados de intervenção de terapia ocupacional (comparado ao cuidado usual ou sem cuidados) em que pacientes com AVC que praticavam atividades de vida diária, ou desempenho nas atividades de vida diária foi o objetivo da intervenção da terapia ocupacional.

Coleta dos dados e análises: 

Dois revisores independentes selecionaram e extraíram dados dos ensaios clínicos para os desfechos pré-especificados. Os desfechos primários foram a proporção de pacientes que haviam se deteriorado ou eram dependentes em atividades pessoais de vida diária e desempenho em atividades pessoais de vida diária no final do acompanhamento.

Resultados principais: 

Foram identificados 64 ensaios clínicos potencialmente elegíveis e foram incluídos nove estudos (1.258 participantes). Intervenção de terapia ocupacional reduz a chance de ocorrência de um desfecho ruim (Razão de chances Peto 0.67 (95% intervalo de confiança (IC) 0.51 a 0.87; P = 0.003), e aumenta a pontuação em atividades pessoais de vida diária (diferença de média padronizada 0.18 (95% IC 0.04 a 0.32; P = 0.01). Para cada 11 (95% IC 7 a 30) pacientes que receberam intervenção de terapia ocupacional para facilitar as atividades pessoais de vida diária, um paciente foi poupado de ocorrência de um desfecho ruim.

Notas de tradução: 

Traduzido por: Gustavo José Luvizutto, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brasil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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