Alívio da dor na histeroscopia em ambulatório

Pergunta de revisão

O objetivo desta revisão foi determinar quais os analgésicos eficazes na redução do desconforto associado à realização de uma histeroscopia em ambulatório.

Contexto

A histeroscopia é um exame complementar de diagnóstico realizado no contexto do estudo de hemorragias uterinas anómalas. O procedimento envolve a introdução de fluido ou gás através do colo do útero, o que leva à distensão uterina e permite a visualização do canal cervical e da cavidade uterina com um histeroscópio, o que pode ser doloroso. Não existe concordância sobre qual a melhor forma de alívio da dor associada à realização deste procedimento.

Características dos estudos

Nesta revisão foram incluídos 32 ensaios clínicos aleatorizados, controlados por placebo (ECAs), com um total de 3304 participantes, dos quais apenas 19 reportaram dados adequados para análise.

Todos os estudos foram realizados em ambiente clínico. A idade dos participantes variou entre os 33 e os 61 anos de idade. Os ensaios clínicos realizaram-se na Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Grécia, Índia, Itália, Espanha, Taiwan, Reino Unido e Estados Unidos da América. As pontuações basais em escalas de avaliação de dor foram relativamente baixas em todos os grupos. A evidência científica desta revisão sistemática está actualizada até novembro de 2016.

Resultados principais

Não foi encontrada evidência científica consistente e de boa qualidade, que revelasse uma diferença clinicamente significativa na segurança ou eficácia dos diferentes métodos utilizados no alívio da dor, quando comparados entre si, com placebo ou com nenhum tratamento, em mulheres submetidas a uma histeroscopia em ambulatório.

Qualidade da evidência

A maioria dos estudos apresentava um risco de viés avaliado como alto ou indeterminado para a maioria dos critérios avaliados. A evidência científica encontrada foi avaliada como de baixa ou muito baixa qualidade, principalmente devido ao risco de viés e de imprecisão dos estudos.

Notas de tradução: 

Tradução por: Catarina Reis de Carvalho, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, com o apoio da Cochrane Portugal

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