Antidepressivos tricíclicos comparado com placebos ativos para depressão

Esta revisão examinou estudos que compararam antidepressivos com placebos “ativos”, isto é, placebos contendo substâncias ativas que imitam efeitos dos antidepressivos. Pequenas diferenças foram encontradas em favor de antidepressivos, considerando melhorias de humor. Isso sugere que os efeitos dos antidepressivos podem geralmente ser superestimados enquanto os efeitos de seus placebos são subestimados.

Conclusão dos autores: 

As estimativas mais conservadoras da presente análise constaram que as diferenças entre antidepressivos e placebos ativos foram pequenas. Isso sugere que efeitos não cegos podem inflar a eficácia de antidepressivos em estudos que usam placebos inertes. São recomendadas outras pesquisas sobre não cego.

Leia o resumo na íntegra...
Contexto: 

Apesar do consenso de que antidepressivos são efetivos na depressão, os efeitos dos placebos também são considerados substanciais. Efeitos colaterais de antidepressivos podem revelar a identidade da medicação aos participantes ou investigadores e consequentemente, influenciar os resultados de estudos clínicos que usam placebos inertes. O uso de placebos “ativos” que imitam alguns efeitos adversos de antidepressivos pode ajudar a neutralizar essa potencial influência.

Objetivos: 

Investigar a eficácia dos antidepressivos quando comparados com placebos “ativos”.

Estratégia de busca: 

Estudos e referências de grupos the Cochrane do Registro Central de Estudos Controlados sobre Depressão Ansiedade e Neurose foram pesquisados em 12/02/2008. Listas de referências de artigos e livros relevantes foram pesquisadas.

Critérios de seleção: 

Ensaios clínicos randomizados e quase randomizados que comparam antidepressivos com placebos ativos em pessoas com depressão.

Coleta dos dados e análises: 

Visto que diferentes medidas de resultados foram utilizadas, uma medida padrão de efeito foi calculada para cada estudo. Uma análise de subgrupo de estudos com pacientes de ambulatório e em regime de internação foi conduzida. Dois revisores avaliaram independentemente os critérios de inclusão.

Resultados principais: 

Nove estudos envolvendo 751 pacientes foram incluídos. Dois deles apresentaram tamanho do efeito com uma diferença consistente e estatisticamente significante em favor da substância ativa. A combinação de todos os estudos produziu uma estimativa agrupada de desvio padrão de 0,39 (intervalo de confiança 0,24 a 0,54) em favor do antidepressivo medido pela melhoria do humor. Houve alta heterogeneidade devido a um estudo ser fortemente positivo. A análise de sensibilidade omitindo este estudo reduziu o efeito de agrupamento para 0,17 (0,00 a 0,34). O efeito agrupado para estudos de pacientes em ambulatório e em internação foi altamente sensível às decisões sobre qual combinação de dados foi incluída, apesar dos pacientes em internação terem obtido os efeitos menores.

Notas de tradução: 

Traduzido por: Cristiane de Cássia Bergamaschi, Universidade de Sorocaba- Uniso; Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brasil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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