Antagonistas de vitamina K ou heparina de baixo peso molecular para tratamento em longo prazo de coágulo de sangue sintomático

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Os coágulos de sangue (tromboembolia venosa) às vezes causam o bloqueio nas veias após a cirurgia, repouso no leito ou espontaneamente. Estes coágulos podem ser fatais quando percorrem até os pulmões. Antagonistas de vitamina K afinam o sangue e são efetivos na prevenção para formação de novos coágulos. Heparinas de baixo peso molecular (HBPM) são medicamentos que também afinam o sangue mas são caras e são usadas em gestantes ou em pessoas que tem grande risco de sangramento e que não pode tomar antagonistas de vitamina K. Esta revisão sistemática de 15 ensaios com a combinação total de 3.197 pacientes não encontrou nenhuma diferença estatisticamente significante em relação à segurança e efetividade de HBPM quando comparada à antagonista de vitamina K. Mais pesquisas sobre a melhor forma de tratar o coágulo de sangue nas veias em longo prazo são necessárias.

Conclusão dos autores: 

HBPM é possivelmente tão efetiva quanto a antagonista de vitamina K na prevenção de TEV sintomática após um episódio de TVP sintomática porém é mais dispendiosa. O tratamento com HBPM é significativamente mais seguro do que com antagonista de vitamina K. HBPM pode apresentar menos episódios de sangramento e é possivelmente uma alternativa segura para alguns pacientes, especialmente para àqueles de áreas geograficamente inacessíveis que são relutantes para visitas regulares em serviços de monitorização laboratorial ou com contraindicações para antagonistas de vitamina K. Entretanto, o tratamento com vitamina K permanece como o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes.

Leia o resumo na íntegra...
Contexto: 

Pacientes com tromboembolia venosa (TEV) são geralmente tratados por cinco dias com heparina não fracionada intravenosa ou heparina de baixo peso molecular (HBPM) seguida de tratamento com antagonista de vitamina K por três meses. O tratamento com antagonista de vitamina K requer monitorização laboratorial regular e alguns pacientes apresentam contraindicação para tratamento. Esta é uma atualização da primeira revisão publicada em 2000 e atualizada em 2002.

Objetivos: 

Avaliar a eficácia e segurança do tratamento em longo prazo de TEV com HBPM comparada à antagonista de vitamina K.

Estratégia de busca: 

Para esta atualização o coordenador de buscas de ensaios clínicos do the Cochrane Peripheral Vascular Diseases Group pesquisou na base de dados the Specialised Register (última busca em Fevereiro de 2012) e na CENTRAL (2012, fascículo 1).

Critérios de seleção: 

Dois autores avaliaram independentemente os ensaios clínicos para qualidade metodológica

Coleta dos dados e análises: 

Os dados foram extraídos independentemente pelos autores. A análise primária incluiu todos os participantes dos ensaios clínicos randomizados para os grupos alocados de tratamento. As análises foram realizadas separadamente de acordo com a qualidade dos ensaios clínicos e para subgrupos dos que faziam uso similar de tratamento em ambos os grupos do ensaio clínico e daqueles que não o faziam, em relação à trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) e os períodos diferentes de seguimento.

Resultados principais: 

Os quinze ensaios com a combinação total de 3.197 pacientes que preencheram nossos critérios foram submetidos à metanálise. Nós encontramos uma redução estatisticamente não significante do risco de recorrência de TEV entre dois tratamentos (Razão de chances (RC) 0,82; IC 95% 0,59 a 1,13). A análise combinada de dados para categoria I de ensaios clínicos (aqueles com alta qualidade metodológica) mostrou uma redução não significante da chance de recorrência de TEV a favor do tratamento com HBPM (RC 0,80; IC 95% 0,54 a 1,18).

Para todos os ensaios clínicos combinados, a diferença no sangramento favoreceu o tratamento com HBPM (RC 0,50; IC 95% 0,31 a 0,79). Considerando-se somente ensaios clínicos de categoria I, houve tendência não significante a favor do tratamento com HBPM (RC 0,62; IC 95% 0,36 a 1,07). Nenhuma diferença foi observada em relação à mortalidade (RC 1,06; IC 95% 0,74 a 1,54).

Notas de tradução: 

Traduzido por: Hugo Hyung Bok Yoo, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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