Ressonância magnética versus tomografia computadorizada para detecção de lesões vasculares agudas em pacientes apresentando sintomas de acidente vascular cerebral

Resumo

Conclusão dos autores: 

DWI parece ser mais sensível que TC para detecção precoce de AVC isquêmico em pacientes altamente selecionados. No entanto, a variabilidade da qualidade dos estudos incluídos e o risco de viés torna a confiabilidade e generalização dos resultados observados questionável. Estudos adicionais bem delineados, sem viés metodológico, com amostras de pacientes mais representativas, com praticabilidade e estimativas de custos são necessárias para determinar quais pacientes devem ser submetidos à MRI ou à TC em suspeitas de acidentes vasculares cerebrais agudos.

Leia o resumo na íntegra...
Contexto: 

Ressonância magnética (MRI) está sendo cada vez mais utilizada para diagnóstico de acidentes vascular cerebral isquêmico agudo (AVC), mas a sensibilidade do método para detecção precoce de hemorragias intracerebrais tem sido debatida. Tomografia computadorizada (TC) é amplamente utilizada no manejo clínico de AVC agudo, especialmente para rápida exclusão de hemorragias intracerebrais.

Objetivos: 

Comparar a acurácia do MRI ponderada de difusão (DWI) e TC para diagnóstico de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, e estimar a precisão do MRI para diagnóstico de acidente vascular cerebral hemorrágico agudo.

Estratégia de busca: 

Nós pesquisamos na MEDLINE e EMBASE (Janeiro 1995 a Março 2009) e nas referências bibliográficas dos artigos identificados.

Critérios de seleção: 

Foram selecionados estudos que comparavam DWI e TC nos mesmos pacientes para detecção de acidente vascular cerebral isquêmico ou que examinavam a utilidade do MRI para detecção de AVC hemorrágico, com imagens realizadas dentro de 12 horas após o AVC, e apresentando dados suficientes que permitissem a construção de tabelas de contingência.

Coleta dos dados e análises: 

Três autores extraíram independentemente os dados sobre as características dos estudos e as medidas de precisão. Foram avaliados os dados sobre acidentes vasculares cerebrais isquêmicos por meio de meta-análise com modelo de efeito randômico e modelo de efeito fixo.

Resultados principais: 

Oito estudos com um total de 308 participantes preencheram os critérios de inclusão. Sete estudos contribuíram para a avaliação dos acidentes vasculares cerebrais isquêmicos e dois estudos para a avaliação de AVC hemorrágico. O espectro de pacientes foi relativamente estreito em todos os estudos, o tamanho da amostra foi pequeno, há um risco moderado de viés e, o cegamento dos procedimentos foi frequentemente incompleto. Entre os pacientes subsequentemente confirmados que sofreram um AVC (161/226), o sumário das estimativas do DWI foi: sensibilidade de 0,99 (intervalo de confiança (IC) 95%: 0,23-1,00), especificidade de 0,92 (IC 95%: 0,83-0,97). O sumário das estimativas do TC foi: sensibilidade de 0,39 (IC 95%: 0,16-0,68), especificidade de 1,00 (IC 95%: 0,94-1,00).Os dois estudos sobre acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos relataram elevadas estimativas para as sequências de DWI e gradiente-eco, mas tiveram padrões de referência inconsistentes. Não foram calculadas estimativas gerais para estes estudos. Aspectos relacionados à praticabilidade ou custo-efetividade não foram possíveis de serem avaliados.

Notas de tradução: 

Traduzido por: Bruna Cipriano Almeida Barros; Luciane Cruz Lopes, Unidade de Medicina Baseada em Evidências da Unesp, Brazil Contato: portuguese.ebm.unit@gmail.com

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