Paracetamol para o tratamento de febre em crianças

Resumo para leigos pendente

Conclusões dos autores: 

Há poucos estudos que compararam diretamente as propriedades antipiréticas do paracetamol contra placebo ou métodos físicos. Os dados sobre eventos adversos são limitados. Estabelecer um padrão de resultados irá ajudar a comparações entre estudos e melhor meta-análise.

Leia o resumo na íntegra...
Introdução: 

Paracetamol (acetaminofeno) é amplamente utilizado para o tratamento de febre em crianças. Como o ibuprofeno, aspirina, e métodos físicos (como ventilação), paracetamol tem o objetivo de proporcionar alívio de sintomas e prevenir convulsões febris. Existem incertezas sobre os benefícios de usá-lo para tratar a febre em crianças.

Objetivos: 

Avaliar os efeitos do paracetamol para tratar a febre em crianças em relação ao tempo de duração da febre, convulsões febris e resolução dos sintomas associados.

Estratégia de busca: 

Foram buscados o Cochrane Infectious Diseases Group Specialized Register (Maio de 2004), CENTRAL (The Cochrane Library Edição 2, 2004), MEDLINE (1966 até Maio de 2004), EMBASE (1988 até Maio de 2004), LILACS (Maio de 2004), Science Citation Index (Maio de 2004), e lista de referência dos artigos. Também foram contatados pesquisadores no campo.

Critérios de seleção: 

Ensaio clínico randomizados e parcialmente randomizado de crianças com febre por infecção comparando: (1) paracetamol com placebo ou nenhum tratamento; e (2) paracetamol com métodos físicos de refrigeração (por exemplo, esponja, banho ou ventilação). Os desfechos primários foram tempo de resolução da febre e convulsão febril.

Coleta dos dados e análises: 

Dois revisores independentes extraíram os dados sobre os métodos, tipos de participantes, intervenções e resultados. A meta-análise foi realizada usando a relação de risco com intervalo de confiança de 95% para as variáveis discretas e diferenças médias para desfechos contínuos.

Principais resultados: 

Doze ensaios clínicos (n = 1.509 participantes) preencheram os critérios de inclusão. Os resultados variaram entre ensaios clínicos. Não existiam dados disponíveis sobre o desfecho primário. Não há evidência suficiente para mostrar se paracetamol influenciou o risco de convulsões febris. Em uma meta-análise de dois ensaios clínicos (n = 120), a proporção de crianças sem febre pela segunda hora após o tratamento não teve diferença significante entre as que receberam o paracetamol e aqueles que usaram esponjas (relação risco 1,84; intervalo de confiança de 0,94-3,61, efeitos aleatórios modelo). O teste estatístico mostrou heterogeneidade significativa entre os grupos que receberam paracetamol ou métodos físicos. Não foram relatados eventos adversos graves. O número de crianças com eventos adversos leves não teve diferença significante entre paracetamol e placebo, ou paracetamol e métodos físicos, mas os números eram pequenos.

Notas de tradução: 

Notas de tradução CD003676

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