A isoniazida é eficaz para ajudar a prevenir a tuberculose em pessoas não infectadas com o HIV

A tuberculose (TB) é uma infecção bacteriana grave e estima-se que cerca de um terço da população mundial está infectada com TB. Há um número de tipos, tais como a tuberculose pulmonar (bactérias residentes nos pulmões da pessoa) e TB espinal (na coluna). Algumas bactérias podem ser resistentes aos medicamentos e algumas pessoas podem ter a infecção relacionado a uma outra condição médica. As pessoas sofrem de tosse grave, fraqueza e suores, e algumas pessoas ainda morrem de tuberculose mesmo tendo o tratamento com medicamentos eficazes há muitos anos. A incidência de TB reduziu em áreas onde os medicamentos estão facilmente disponíveis. Prevenir as pessoas de contrair tuberculose em áreas de alto risco é uma meta que vale a pena perseguir. A revisão de ensaios clínicos utilizando isoniazida por um período de seis a 12 meses em pessoas sem a infecção pelo HIV (pessoas infectadas pelo HIV foram estudadas em outra revisão) identificou 11 ensaios clínicos envolvendo mais de 90.000 pessoas. Isoniazida foi eficaz na prevenção da TB em 60% das pessoas, embora alguns tenham desenvolvido hepatite. Os resultados mostraram que uma pessoa pode não contrair a tuberculose, quando 35 pessoas tomam isoniazida durante seis meses, e um em cada 200 tratados terá hepatite. O balanço dos benefícios e malefícios precisam ser cuidadosamente considerados para cada cenário em que a intervenção será considerada.

Conclusões dos autores: 

Isoniazida previne a tuberculose ativa em diversos pacientes em situação de risco e o uso de seis e de 12 meses tem um efeito semelhante. O ensaio clínico mais recente incluído na revisão foi publicada em 1994, e nós não identificamos nenhum ensaio clínico relevante até 2003. Por isso, não pretende atualizar essa revisão.

Leia o resumo na íntegra
Introdução: 

Embora a isoniazida (INH) seja comumente utilizada para o tratamento de tuberculose (TB), ela também é eficaz como terapia preventiva.

Objetivos: 

O objetivo desta revisão foi avaliar o efeito de seis e 12 meses de uso de isoniazida para prevenir TB em pessoas HIV-negativos em maior risco de desenvolver TB ativa.

Estratégia de busca: 

Buscamos no Cochrane Infectious Diseases Group Specialized Register (Maio de 2003), CENTRAL (The Cochrane Library 2003, Issue 2), Science Citation Index (1955 to 1993), Cumulated Index Medicus (1960 to 1970), MEDLINE (1966 to May 2003), EMBASE (1974 to May 2003), e lista de referência de artigos.

Critérios de seleção: 

Ensaios clínicos controlados randomizados de terapia preventiva de isoniazida por seis meses ou mais em comparação com placebo. Seguimento por um mínimo de dois anos. Ensaios clínicos envolvendo pacientes com TB ativa atual ou previamente tratados ou com infecção conhecida por HIV foram excluídos. Critérios foram aplicados por dois revisores independentes.

Coleta dos dados e análises: 

A qualidade dos ensaios clínicos foi avaliada por dois revisores de forma independente, e os dados extraídos por um revisor, utilizando um formulário de extração padronizada.

Principais resultados: 

Onze ensaios clínicos envolvendo 73.375 pacientes foram incluídos. Os ensaios clínicos foram em geral de alta qualidade. O tratamento com isoniazida resultou em uma razão de risco (RR) de desenvolver TB ativa de 0,40 (95% intervalo de confiança (IC) 0,31-0,52), ao longo de dois anos ou mais. Não houve diferença significante entre seis e 12 meses de uso (RR 0,44, IC 95% 0,27 a 0,73 para seis meses, e 0,38, IC 95% CI 0,28 a 0,50 por 12 meses). Terapia preventiva reduz as mortes por tuberculose, mas este efeito não foi observado em todas as causas de mortalidade. Isoniazida foi associada a hepatotoxicidade em 0,36% das pessoas em seis meses de tratamento e em 0,52% das pessoas tratadas por 12 meses.

Notas de tradução: 

Notas de tradução CD001363

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